Em entrevista ao JMG, o atual presidente da Câmara da Marinha Grande e recandidato ao lugar pelo +MPM – Movimento pelo Concelho, revisita os últimos quatro anos de governação local, assumindo que “não fizemos tudo, mas fizemos muito no que toca ao que era essencial”. Aurélio Ferreira apresenta-se de novo ao eleitorado com o desígnio de “dar continuidade ao trabalho estratégico já iniciado”

 

Que motivos o levam a recandidatar-se à liderança do Município?

Porque há um caminho iniciado, e a Marinha Grande merece vê-lo chegar ao destino. Um caminho com direção, com bases sólidas e com um futuro ambicioso para o concelho da Marinha Grande.

Recandidato-me à liderança da Câmara Municipal da Marinha Grande com a convicção de que quatro anos não são suficientes para concretizar uma visão de futuro sólida e transformadora. Esta decisão nasce do compromisso com os marinhenses, da responsabilidade de dar continuidade ao trabalho estratégico já iniciado e da certeza de que a estabilidade é essencial para o progresso real.

Durante este mandato, foram lançados planos e projetos estruturantes, além de regulamentos - muitos deles há décadas por fazer - que preparam o concelho para a próxima década… desde a mobilidade sustentável à requalificação de infraestruturas, à habitação e emprego, ordenamento e segurança, passando pelo apoio às famílias, empresas e associações… é muito o que está em marcha.

Temos projetos, sabemos o que queremos e sabemos o que é necessário para a Marinha Grande. Esta recandidatura representa mais do que continuidade, é a continuação responsável de um trabalho consistente, representa confiança, visão e compromisso com quem cá vive. Porque liderar é mais do que gerir politicamente, é cuidar é acreditar, é construir com os marinhenses.

Como avalia o mandato que agora está a terminar?

Não fizemos tudo, mas fizemos muito no que toca ao que era essencial, criámos uma boa base para que tudo o resto possa acontecer. E é com essa convicção que se encerra este ciclo, com muito trabalho feito, e com muito por fazer, com a certeza de que a Marinha Grande está hoje mais preparada para crescer com ambição, identidade e estabilidade.

Foi um mandato exigente, mas também transformador. Aprovámos o novo Plano Diretor Municipal, lançámos o Plano de Mobilidade, modernizámos serviços e ultrapassámos bloqueios históricos. Nunca se investiu tanto no concelho. Encerramos este ciclo com obra feita, visão clara e a certeza de que a Marinha Grande está mais preparada do que nunca. Foi um mandato de construção, planeamento e compromisso com o futuro da Marinha Grande.

 

Quais são as principais propostas com que se apresenta ao eleitorado?

Esta candidatura representa uma continuidade com propósito, porque há muito trabalho iniciado (pese embora critiquem), que merece ser concluído, e há uma comunidade que merece ver resultados. Projetos com visão, continuidade com responsabilidade e um futuro que já começou há quatro anos.

Apresento-me ao eleitorado com propostas que refletem planeamento estratégico, ação concreta e compromisso com os marinhenses. Esta candidatura não se baseia em promessas vagas, baseia-se em trabalho iniciado, regulamentos estruturantes e metas claras para a próxima década.

Apresentamo-nos com um plano assente nos seguintes eixos fundamentais:

- Infraestruturas essenciais, requalificação da rede viária, saneamento, abastecimento de água e soluções para mobilidade sustentável;

- Habitação, ativação da Estratégia Local de Habitação, com oferta acessível para jovens, famílias e população sénior;

- Educação, juventude e apoio às famílias, reforço da ação social educativa (mais de 40% do orçamento é dedicado à educação), programas de proximidade e investimento em espaços educativos;

- Economia e emprego, criação de novas áreas de acolhimento empresarial. A falta de zonas industriais desde 1995 afastou empresas - queremos inverter isso e atrair investimento que traga bom emprego e qualidade de vida;

- Cultura e coesão social: valorização da Bienal de Artes Plásticas, apoio ao associativismo, envelhecimento ativo e criação de respostas sociais, que fazem da Marinha Grande um território vivo;

- Saúde, segurança e integração, garantindo paz e equilíbrio aos cidadãos que aqui vivem e trabalham;

- Gestão moderna e eficiente, motivação e valorização dos colaboradores e criação de regulamentos que garantem transparência, eficácia e proximidade;

- Sustentabilidade e inovação, projetos que respeitam o ambiente e promovem o desenvolvimento económico com responsabilidade.

Não me apresento sozinho. Apresento-me com um plano, uma equipa preparada, motivada e comprometida, e uma convicção, a Marinha Grande pode mais, e está pronta para isso.

Quatro anos volvidos, as prioridades do concelho mudaram?

As prioridades evoluíram, porque a Marinha Grande também evoluiu.

As prioridades não mudaram, aprofundaram-se. O que antes era urgente, hoje está em execução. E o que era estrutural, tornou-se estratégico.

Nestes quatro anos, o concelho passou de intenções para ação, da promessa à concretização. Foram lançados projetos de requalificação urbana, saneamento e abastecimento de água. A educação continua a ser prioridade absoluta com o apoio às famílias. A sustentabilidade ganhou força, com planos para mobilidade, ambiente e ordenamento do território. A reorganização dos serviços municipais criou uma autarquia mais eficiente e próxima das pessoas.

Hoje, a Marinha Grande está mais preparada para crescer com ambição e identidade. As prioridades mantêm-se, mas agora têm plano, têm estrutura e têm caminho. Porque governar é saber adaptar, sem perder o rumo, independentemente de todo o “ruído” feito à nossa volta. E esse rumo está traçado com visão e compromisso, para atingir a consolidação e crescimento.

Que visão defende para as Freguesias? Vai estabelecer contratos interadministrativos?

As freguesias são o coração da proximidade, e merecem autonomia com responsabilidade. Defendo uma visão clara e colaborativa para as freguesias, mais competências, mais meios e mais capacidade de resposta às populações. Acredito que a governação local só é eficaz quando se constrói com quem está mais perto das pessoas, e por isso, sim, vamos estabelecer contratos interadministrativos que reforcem essa articulação.

Estes contratos permitirão delegar competências em áreas como manutenção urbana, apoio social e gestão de equipamentos. Garantir recursos financeiros e técnicos adequados à execução das tarefas. Promover uma gestão mais ágil, transparente e adaptada às realidades locais.

Queremos freguesias com voz, com meios e com impacto. A descentralização não é apenas uma medida administrativa, é uma aposta na coesão territorial, na eficiência dos serviços e na valorização das comunidades.

Acreditamos que uma Marinha Grande mais forte começa por freguesias mais capazes, independentemente da identidade política. E é com essa visão que nos comprometemos a construir pontes, não apenas entre instituições, mas entre pessoas.

A criação de consensos, mais polícia na rua, habitação a custos controlados e mais uma centena de camas para idosos foram algumas das propostas que não conseguiu cumprir. O que falhou?

Nem tudo se constrói ao ritmo do desejo, mas tudo se constrói com determinação e visão.

Reconheço com transparência que algumas propostas não avançaram como previsto, não por falta de vontade, mas por obstáculos estruturais, burocráticos e dependência de entidades externas. A criação de consensos exige tempo e diálogo constante; o reforço policial depende do Ministério da Administração Interna; a habitação e os cuidados para idosos exigem financiamento e parcerias que nem sempre se concretizam no tempo desejado.

Ainda assim, sublinho que as bases que criámos estão lançadas. O novo Plano Diretor Municipal e a ELH (Estratégia Local de Habitação) já preveem zonas para habitação acessível, foram iniciados contactos com IPSS e entidades privadas para reforço da resposta social (algumas foram concretizadas). A reorganização dos serviços camarários está a criar condições para maior eficácia na execução de projetos.

Não falhámos como diz por falta de trabalho, há processos que exigem mais tempo do que um mandato permite. Reafirmo, e estou determinado, que o compromisso de continuar a lutar por estas propostas, agora com mais experiência, mais estrutura e mais capacidade de execução. Porque quando se acredita na Marinha Grande, não se desiste, persiste-se até fazer acontecer.

No passado criticou a criação de marcas e logotipos quando temos o brasão municipal, mas há poucas semanas apresentou uma nova logomarca para o concelho. Qual o objetivo?

Num tempo em que os territórios competem por talento, investimento e turismo, é essencial mostrar ao mundo o que nos torna únicos.

A nova marca “MG” fala de nós, da nossa história industrial e tecnológica, da nossa criatividade, da nossa força coletiva. Mostra quem somos: indústria, criatividade, identidade. É uma marca feita para unir, para comunicar e para posicionar a Marinha Grande no presente e no futuro. Não se trata de estética. Trata-se de estratégia.

Porque quem acredita na Marinha Grande… quer vê-la crescer, com ambição e autenticidade. Esta marca é de todos, e para todos.

É o reflexo de uma terra que sabe onde está, para melhor mostrar onde quer chegar.

Fruto da experiência adquirida neste mandato, o que pretende mudar na sua governação?

A experiência ensinou-nos onde podemos ser mais eficazes acima de tudo em comunicar melhor cada passo dado, cada conquista, cada decisão, e é aí que vamos atuar.


Apresento-me com a humildade de quem aprendeu, e com a determinação de quem quer transformar essa aprendizagem em progresso para toda a Marinha Grande. Mais do que mudar, é evoluir com base na experiência.

Vamos ter uma nova reorganização dos serviços camarários?

Reorganizar é evoluir, e a Marinha Grande está pronta para dar o próximo passo. Encaro a reorganização dos serviços camarários como uma ferramenta essencial para modernizar a gestão pública, valorizar os trabalhadores e melhorar a resposta aos cidadãos e empresas.

A primeira fase já trouxe resultados visíveis. Estrutura mais coordenada e funcional, descentralização de áreas antes demasiado concentradas. Criação de divisões estratégicas como Ambiente, Associativismo, Mobilidade, Saúde, Desenvolvimento Económico.

Mas o compromisso não termina aqui. A reorganização é um processo contínuo, dinâmico, ajustado à realidade, aos desafios e às pessoas. O objetivo é garantir que a autarquia se torna cada vez mais ágil, transparente e próxima da comunidade, numa palavra servir melhor, com qualidade e com respeito pelas pessoas - quer sejam utentes ou trabalhadores da autarquia.

Porque uma Câmara eficiente não se mede apenas por obras feitas, mede-se pela capacidade de servir melhor, com mais qualidade e humanidade. E é isso que está a ser construído, passo a passo.

Desta vez, não terá como ‘braço direito’ a vereadora Ana Alves. Foi difícil preencher o seu lugar?

Reconheço o papel marcante da vereadora Ana Alves, cuja dedicação e competência deixaram uma marca na governação da Marinha Grande. Mas também sublinho que os projetos de futuro exigem renovação, energia e continuidade com qualidade.

A escolha dos novos elementos para a equipa não foi apenas uma decisão estratégica, foi uma aposta segura, muito profissional, com profundos conhecimentos da realidade local, experiência na gestão pública e uma visão alinhada com os valores do +MPM.

A Ana Alves foi uma parceira de excelência, terei sempre por ela respeito e gratidão, agora teremos uma força renovada para o próximo ciclo. Porque liderar é também saber formar equipas com talento, compromisso e capacidade de fazer acontecer.

E é isso que está garantido. As equipas renovam-se, o compromisso mantém-se.

Quando se perde uma peça valiosa, é preciso saber escolher outra com igual capacidade de entrega, e foi isso que fizemos.

Como decorreu o processo de recolha de assinaturas? Qual o feedback da população?

O processo de recolha de assinaturas decorreu com ritmo firme, com grande adesão e sentimento de confiança, com um sinal claro, a população está presente, atenta e envolvida. Apesar dos desafios burocráticos impostos pela lei autárquica, os Marinhenses, Vieirenses e Moitenses, têm demonstrado apoio genuíno, reconhecendo o trabalho feito e a importância de dar continuidade ao caminho iniciado.

O feedback tem sido positivo, com palavras de incentivo, sugestões construtivas e, acima de tudo, assinaturas que representam esperança e compromisso com o futuro da Marinha Grande.

Cada assinatura é mais do que um nome, é um voto de confiança no que já foi feito e no que ainda está por fazer. E é com esse apoio que se constrói uma candidatura sólida, próxima das pessoas e preparada para continuar a servir com responsabilidade e visão.

O que responde a quem afirma que “A Marinha mudou para pior” com a sua governação?

A mudança nem sempre é imediata, mas quando é feita com visão, os resultados falam por si. A Marinha Grande está a mudar, sim, mas está a mudar com estratégia, com planeamento, com responsabilidade e com respeito pelo futuro.

Durante este mandato, foram enfrentados desafios estruturais, reorganizados serviços, criados regulamentos e lançados projetos que não se veem de um dia para o outro, mas que são essenciais para garantir uma gestão moderna, eficaz e sustentável.

Requalificações em curso, investimentos em saneamento, água e mobilidade. Reformas internas que melhoram a resposta da autarquia. Apoio às famílias, à educação e ao associativismo. Compromisso com a sustentabilidade e com o ordenamento do território. Aprovámos o PDM, o Plano de Mobilidade, a Estratégia Local de Habitação, a Carta Educativa. Apenas em quatro anos, lançámos mais investimento do que em toda a última década.

Não se trata de fazer mais do mesmo, trata-se de fazer melhor, com responsabilidade e visão a longo prazo. Acreditamos que governar é preparar o terreno para que a Marinha Grande cresça com identidade, ambição e estabilidade. E é isso que está a ser feito.

Porque mudar para melhor exige coragem, e essa está garantida.

Por que razão devem os marinhenses votar na candidatura do +MPM?

Porque esta candidatura representa trabalho feito (pese embora as críticas, porque começamos numa base sólida que nem sempre é percetível à população), visão clara e compromisso com quem cá vive.

A bem da verdade, se em 2021 e 2022 lançámos empreitadas em torno de 3 milhões/ano, em 2024 lançámos mais de 13 milhões e em 2025 já vamos em 27,8 milhões, sendo que neste mandato temos em procedimentos de empreitadas de obras públicas mais de 52 milhões de euros, números nunca alcançados pois em governações anteriores o valor de financiamento do Portugal 2020 (2014-2023/nove anos) pouco passaram dos 6 milhões…

Apresentamos a candidatura do +MPM como uma escolha de continuidade responsável, sustentada por projetos concretos, regulamentos estruturantes e uma estratégia pensada para a próxima década. Temos equipa, temos ambição e temos resultados.

Durante o mandato, foram lançadas bases sólidas para transformar a Marinha Grande. Não prometemos o impossível, entregamos o que é necessário. O +MPM acredita que governar é cuidar, ouvir e construir com os Marinhenses, Vieirenses e Moitenses. E é com essa convicção que nos apresentamos, com trabalho iniciado, projetos em curso e uma equipa pronta para continuar a servir com ambição e proximidade.

Somos um movimento que nasce das pessoas, para as pessoas. E que quer continuar a cuidar da Marinha Grande com dedicação e visão.

Porque votar no +MPM é escolher um futuro com identidade, estabilidade e propósito. É acreditar que a Marinha Grande pode mais, e está a caminho disso.