O Município da Marinha Grande acaba de receber o fundo documental de António Baroseiro Júnior e a coleção do jornal “A Voz do Povo”, após a celebração dos respetivos contratos de doação, entre o presidente da autarquia Aurélio Ferreira, e João Beltrão e Luís de Abreu e Sousa

 

Na assinatura dos contratos, ocorrida a 3 de fevereiro, nos Paços do Concelho, o presidente da autarquia considerou que as doações “reúnem um valioso conjunto de documentos e registos sobre a história da nossa comunidade, permitindo à Câmara Municipal dar continuidade ao trabalho de preservação do património documental local, essencial para o estudo, a memória e a identidade da Marinha Grande”.

O fundo documental doado por João Beltrão em nome da família foi produzido no âmbito da atividade profissional de António Baroseiro Júnior, reconhecido técnico de desenho em projetos de arquitetura, que lecionou e colaborou com diversos arquitetos, incluindo Camilo Korrodi e António Santa Rita, entre 1940 e 1980. Foi um projetista de elevado interesse e estudo na área da arquitetura.

Segundo revelou a autarquia, do fundo documental constam processos de desenho, slides fotográficos, revistas e objetos de trabalho, através dos quais é possível conhecer o desenvolvimento da sua atividade profissional, bem como compreender as suas práticas. “A salvaguarda patrimonial dessa documentação enriquece a história arquitetónica do concelho e permite conhecer realidades sociais e económicas de outros tempos, preservando a sua memória para as gerações vindouras”.

A coleção de Jornais “A Voz do Povo” foi doada por Luís Abreu e Sousa e revela elevado interesse no que respeita à Seção da Marinha Grande, sendo rara a sua existência. As datas extremas dos jornais situam-se entre 1924 e 1925. Os exemplares, de uma forma geral, encontram-se em bom estado de conservação, carecendo de tratamento arquivístico, nomeadamente descrição e acondicionamento, digitalização, entre outros. A salvaguarda patrimonial deste jornal enriquece a história do concelho e permite conhecer realidades sociais e económicas de outros tempos, preservando a sua memória para as gerações vindouras, faz notar o Município.