Vinte e três estudantes internacionais e três docentes, oriundos de 12 países, estiveram reunidos em Leiria para uma semana imersiva dedicada à exploração do ecossistema cultural e desportivo da região, com uma forte componente de inclusão e inovação

 

A iniciativa, promovida pelo Politécnico de Leiria, decorreu no âmbito da Escola de Verão LEXS – Wave Trends Lab 2024/2025, integrada na Universidade Europeia RUN-EU, entre os dias 7 e 11 de julho.

 

Estiveram na região participantes oriundos da Bélgica, Brasil, Equador, Espanha, Estónia, Finlândia, Gana, Paquistão, Portugal, Roménia, Sri Lanka e Vietname, que puderam conhecer de perto as dinâmicas locais e desenvolver novas competências.

Entre as atividades dinamizadas destaque para a visita ao Centro de Recursos para a Inclusão Digital do Politécnico de Leiria, uma referência internacional nas práticas de educação inclusiva, e a análise de sessões do projeto Erasmus+ 'Inclusão Recarregada’.

Segundo fez saber o IP Leiria, os estudantes tiveram ainda a oportunidade de praticar as modalidades de ténis e padel, no Clube Escola de Ténis e Padel de Leiria, surf e bodyboard, na Murillo Academy, bem como de experimentar ultimate frisbee e desportos de disco, com a equipa do Leiria Flying Objects.

A iniciativa procurou alargar os horizontes dos participantes, capacitando-os para desenvolverem projetos culturais, desportivos e integrados nas suas comunidades, potenciando também novas possibilidades profissionais.

“Este curso constitui uma oportunidade privilegiada para que os estudantes possam conceber novas formas de intervir nas suas cidades e nas realidades locais de maneira crítica, participativa e sustentável”, refere José Amoroso, professor do Politécnico e coordenador da Escola de Verão LEXS, acrescentando que é objetivo do projeto “que os participantes concluam esta experiência com um renovado impulso criativo e um compromisso ativo com a sociedade, reconhecendo o potencial transformador da articulação entre o desporto e a cultura”.

“Acreditamos que, independentemente dos seus percursos profissionais futuros ou das áreas em que venham a atuar, esta vivência contribuirá significativamente para o seu desenvolvimento pessoal e para uma visão mais consciente, inclusiva e sustentável do papel das práticas culturais e desportivas na construção de sociedades resilientes”, destaca o docente.

Além do contacto com as práticas desportivas e inclusivas, os estudantes tiveram acesso a projetos culturais marcantes da cidade, como o Festival a Porta e o projeto Nascentes. Participaram também em momentos privilegiados de diálogo com responsáveis locais, como o vereador do Desporto da Câmara Municipal de Leiria, Carlos Palheira, que deu a conhecer dados, projetos e oportunidades que muitos cidadãos locais desconhecem.

Para William Cantú, docente do IP Leiria e coordenador da iniciativa, “este tipo de experiências são essenciais para criar uma geração mais aberta, criativa e comprometida com as suas comunidades e a inovação cultural”.

“Em Leiria, talvez não tenhamos as infraestruturas de outros países europeus, mas temos a capacidade de inspirar e de proporcionar vivências que ficam para a vida. O grande objetivo da Escola de Verão é que estes 23 jovens regressem aos seus países com vontade de voltar a Leiria e, sobretudo, com a motivação para desenvolver iniciativas culturais, desportivas ou sociais junto das suas comunidades, com o voluntariado como base para o crescimento pessoal e profissional”, conclui o responsável.