- Escrito Por: Redação
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- 04 abril 2025
Fornecer ferramentas que ajudem as empresas a protegerem-se de ameaças cibernéticas foi o principal objetivo da Zematek ao dinamizar, na última quinta feira, 20 de março, um workshop de Segurança Informática no Centro Empresarial da Marinha Grande
Dirigido a empresários, gestores e decisores, o evento teve como oradores Iuri Picolini e Carlos Félix, co-fundadores da Hivexia, e João George, do departamento de cibersegurança da Minitel. Coube a Mário Vieira e José Cardoso, co-fundadores e CEO’s da Zematek, dar início ao evento, introduzindo o tema da cibersegurança. “As empresas não falam destes problemas com medo de parecerem fracas, com vergonha de terem caído no golpe”, referiu José Cardoso, assumindo que os pequenos negócios são os grandes alvos, isto porque não têm uma equipa de tecnologia informática dedicada, há falta de tempo para pensar em segurança e operam processos simples e “fáceis de manipular”. O responsável partilhou algumas dicas para tentar evitar dissabores, como confirmar os números de conta antes de efetuar qualquer pagamento, nunca o fazer através de links, fazer backups e usar gestores de senhas, entre outros.
“Como acontecem os ataques” foi o tema abordado por Iuri Picolini e Carlos Félix cuja empresa, a Hivexia, especialista em cibersegurança, é contratada por outras empresas para “atacar” o seu sistema e perceber se este tem falhas. Carlos Félix assumiu que “existem muitas fugas de dados hoje em dia”, e Iuri Picolini acrescentou que cerca de 68% dos casos de fuga de dados são provocados pelo fator humano, designadamente por “uma simples distração do dia-a-dia”. Revelaram que “43% das vítimas destes ataques são pequenos negócios”.
Já João George, da Minitel, abordou alguns tipos de ciberataque como o email-lockout (bloqueio do email), a mudança de IBAN, a encriptação e a clonagem de cartões. O orador afirmou que estes ataques têm como objetivo “imobilizar a vida de alguém até que a vítima dê algo em troca”. Apresentou algumas medidas que as empresas devem ter em conta para evitar serem vítimas, isto é, consciencializar as pessoas, ter regras dentro da organização sobre a utilização dos dispositivos e apostar em defesas tecnológicas.






