- Escrito Por: Redação
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- 27 março 2025
Os trabalhadores do Grupo Vidrala iniciaram na última terça feira, 25 de março, o primeiro de cinco dias de greve por melhores condições de trabalho
Segundo fizeram saber a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro, e o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Vidreira, a paralisação abrange os trabalhadores da Santos Barosa, da Gallo Vidro e da Vidrala Logistics, na Marinha Grande.
Aumentos salariais de 8% e a melhoria das condições de trabalho são as principais reivindicações. Os trabalhadores estão ainda em luta pelas 35 horas semanais para todos, por 25 dias úteis de férias, por mais segurança no trabalho, pelo aumento do subsídio de refeição e pelo direito ao dia de aniversário, entre outras exigências. Até sábado, as greves vão decorrer de dia e de noite, com permanência de trabalhadores como piquetes de greve na entrada das fábricas.
Ao JMG, David Vergueira, do Sindicato Vidreiro, fez um balanço positivo do arranque da greve, com uma paralisação produtiva de 100% no primeiro turno na Santos Barosa. O dirigente mostrou abertura para prosseguir o diálogo com a empresa, mas frisou que “caso a voz dos trabalhadores não seja ouvida, partiremos para outras formas de luta”.
Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP, veio à Marinha Grande apoiar a luta dos trabalhadores vidreiros, recordando que a empresa, de forma unilateral, avançou com um processo de aumento salarial “sem discutir nem negociar com os sindicatos e aquém do esperado”. O responsável espera que a empresa parta agora para a negociação “de forma aberta, consciente para haver um entendimento”.
O JMG tentou obter uma posição da parte do Grupo Vidrala, mas até ao fecho desta edição não obtivemos resposta.






