“A Marinha Grande é uma cidade segura”
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- Publicado em Quinta, 16 Fevereiro 2012 14:13
- Escrito por Carla Fragoso
Ana Pimentel e Margarida Ribeiro são duas das cinco mulheres que integram a corporação da PSP da Marinha Grande. Diariamente zelam pelo bem-estar dos cidadãos, especialmente dos mais jovens através do Programa Escola Segura. Em entrevista ao JMG falaram sobre as exigências de uma profissão onde os homens ainda dominam
Por que optou por uma carreira na PSP?
Ana Pimentel: Na altura em que ingressei na PSP, achei que seria uma carreira aliciante e diferente. Além disso tinha elementos na família, incluindo o meu avô paterno, que fizeram parte de uma força análoga, portanto tive todo o apoio.
Margarida Ribeiro: Ao princípio não foi bem por opção… apesar de ter tido a influência de um amigo polícia, ingressei na corporação com a convicção de que era aqui o meu “lugar” e que era aqui que eu iria poder depositar o meu empenho e dedicação.
Como é ser mulher polícia nos dias de hoje?
AP: Hoje em dia já não é novidade encontrar uma mulher polícia na rua, mas ainda nos deparamos com pessoas que se admiram, o que até é divertido. Infelizmente continuamos a ser uma minoria, suponho que se relacione ainda esta profissão como um trabalho para homens mas é um preconceito pois as mulheres exercem tão bem esta profissão como eles e não é devido a uma diferença de força muscular que não conseguimos resolver as mesmas ocorrências. A força muscular é um dos últimos recursos a ser utilizado e nem todos os homens se sentem à vontade para o fazer... Portanto, ser mulher polícia é um emprego com as suas exigências e algumas situações difíceis mas não é nada de outro mundo.
MR: Ser mulher polícia é poder sentir que estamos ao mesmo nível de qualquer outro agente e sentir orgulho nas nossas convicções e capacidades; é gratificante poder sentir que o nosso papel na sociedade está absolutamente enquadrado e é por todos aceite.
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