Jornal da Marinha Grande

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Marinhenses despedem-se de 2011 em família

Dar as boas-vindas ao novo ano é sempre um motivo para festejar, seja em família ou com amigos, dentro ou fora de casa. O JMG saiu à rua e foi saber de que forma os marinhenses pretendem dizer adeus a 2011 e celebrar a chegada do novo ano



O percurso começou na Marinha Grande. Helena Rodrigues, a nossa primeira entrevistada, confessou não achar muita graça a este tipo de festejos. "Os meses sucedem-se sempre da mesma forma... porque é que tem que ser diferente de Dezembro para Janeiro?", questiona. No entanto, aproveita este dia para reunir toda a família em sua casa.
"Jantamos todos juntos, vemos um pouco de televisão e à meia-noite comemos passas, bebemos champanhe e choramos um pouco, pois nestas alturas recordamos aqueles que já não estão entre nós e de quem temos muitas saudades".

Já Filomena Alves, escriturária de profissão, tem sempre planos diferentes todos os anos. "Já festejei a chegada do novo ano em casa da minha irmã, em Tomar, com familiares e amigos aqui na Marinha Grande e também já o fiz em Fátima. Este ano, vou reunir-me com uns amigos: jantamos todos juntos, mas vamos dividir as despesas, porque sobrou pouco do Natal”, afirma. Para o ano que aí vem, Filomena Alves tem um único desejo: "que o coração de todas pessoas se encha de amor, o bonito sentimento universal que move montanhas e que nos torna cada vez mais solidários e preocupados com o nosso semelhante. Só assim o mundo será melhor".

Na Moita, conhecemos Mara Brites. Técnica de contabilidade, confessou que o seu reveillon não será em nada diferente do que tem acontecido todos os anos. "Tenho a casa cheia de familiares, faço comida para todos... passamos o serão de forma tranquila. À meia-noite não esquecemos as tradicionais passas, abrimos o champanhe, comemos camarão e mais alguns bolinhos", explica. E conclui: "Quando o novo ano chega, o meu desejo é sempre o mesmo, esforçar-me para me tornar uma pessoa cada vez melhor".

Carla Marinheiro é auxiliar de acção educativa. Para ela, o reveillon é uma completa animação. "Somos quatro casais e todos os anos vamos rodando de casa em casa. Compramos a comida e dividimos as despesas, só os doces é que fazemos questão de confeccionar", explica. Mas a animação não fica por aqui. Carla Marinheiro contou ainda que "à meia-noite, recebemos o novo ano com foguetes e tudo!". Para 2012, deseja “muita saúde para mim e para os meus, amor, paz e... se eu ganhar o Euromilhões, não me importo nada", conclui sorridente.

Saúde no topo dos desejos
Em Vieira de Leiria, ouvimos a história de Alice Guerra. Reformada e com o marido a inspirar cuidados, vai despedir-se de 2011 em casa. "Vou passar um serão simples com o meu marido e alguns familiares. O meu marido é muito doente e por isso tenho que estar sempre perto dele: só que ele esteja bem-disposto neste dia, para mim já é muito bom", afirma comovida. Alice Guerra não tem grandes ambições para o novo ano: "peço apenas muito amor e muita paz para todos".

Será também em casa que Odete Pinheiro, reformada, vai dizer adeus a 2011. Rodeada por aqueles de quem mais gosta, confessa que é assim que tem sido nos últimos anos. Saúde e trabalho é tudo aquilo que pede para o novo ano. "A saúde é a coisa mais maravilhosa que temos e o trabalho é a riqueza dos pobres", afirma.

A nossa viagem pelo concelho terminou em São Pedro de Moel, onde falámos com Rosalina Monteiro. Mulher a dias de profissão, costuma saudar o novo ano em casa com o marido. "Este ano, não há-de ser diferente. Mas como vai haver aqui festa em São Pedro, se o meu marido quiser lá ir dar uma volta, até vai ser divertido. Além disso, os meus filhos até lá vão jantar... era bom passar o ano em família", afirma. E continua: "em 2012, peço apenas saúde para mim e para os meus, pois isso é o principal. Também peço que a vida dos meus filhos corra bem, porque se eles estiverem felizes, eu também estou".

O final de ano de Natércia Fernandes, reformada, também não será muito diferente do de Rosalina. Há muitos anos que assinala esta data em casa, rodeada pela família. "Jantamos, convivemos e os mais pequenos fazem as suas paródias... é divertido!", afirma. Para 2012, Natércia Fernandes deseja que haja saúde, paz e ainda algum dinheiro.

 

Cidadão Repórter

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