Calazans Duarte mantém formação de adultos
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- Publicado em Quinta, 14 Junho 2012 10:47
- Escrito por Sónia Santos
O Governo vai extinguir a iniciativa Novas Oportunidades (NO) e fazer uma restruturação nos centros que até hoje têm funcionado para esse efeito, alargando a sua missão formativa. Em entrevista ao JMG, Sofia Duarte, coordenadora do CNO da Escola Calazans Duarte, e Alice Marques, técnica de RVCC, deram conta das várias alterações deste novo modelo de ensino
JMG - Tem sido noticiado o fim dos CNO, mas a situação não é exatamente essa. O que se passa, afinal?
Sofia Duarte - Há um ano atrás, em campanha eleitoral, pressentimos que as NO não iriam ter um desfecho muito simpático, porque quer o Primeiro-Ministro, quer outros políticos na altura em campanha associados ao PSD, denegriram muito a imagem do que foi feito nas NO.
Desde que o Governo entrou em funções, percebemos que esta iniciativa, tal como estava concebida, iria sofrer modificações. E os primeiros sinais aconteceram na altura dos financiamentos, estes atrasaram-se, foram feitos já muito próximo do final do primeiro ciclo de financiamento que era em dezembro de 2011, e só muito tarde é que os centros tiveram noção se continuariam a ser financiados ou não. Isto trouxe uma grande asfixia económica para muitos CNO que tiveram de encerrar, ou seja, houve logo uma eliminação quase que natural de alguns centros por falta de financiamento.
Depois houve outros que tiveram indicação expressa para encerrar, nomeadamente os ligados ao Instituto de Emprego e Formação Profissional e, desde fevereiro, houve mais uma quantidade de centros que foram recebendo notificação de que, ou o seu processo pedagógico ou o financiamento não tinham sido aprovados. Isto significa que, para um centro funcionar, deve ter dois tipos de aprovação: pedagógica (do seu plano de intervenção) e financeira. Só reunindo estas duas aprovações é que um centro tem efetivamente condições para fazer o seu trabalho. O que aconteceu é que houve alguns que até tinham aprovação da sua candidatura pedagógica, mas que não tinham financiamento.
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