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“Os Vidreiros” avançam com sintético no Tojal

O Grupo Desportivo “Os Vidreiros” vai mesmo avançar para a colocação de relva sintética no Campo do Tojal, em Picassinos, apesar das incertezas relativamente ao protocolo entre a autarquia marinhense e a U. Leiria



No âmbito do acordo entre a Câmara Municipal da Marinha Grande e a União de Leiria Futebol SAD, que prevê a utilização do Estádio Municipal durante três anos, em troca de três relvados sintéticos, o Grupo Desportivo “Os Vidreiros” é um dos beneficiários.

Até 31 de agosto de 2012 a sociedade desportiva, que luta com muitas dificuldades de natureza financeira, está obrigada a instalar um relvado sintético de quarta geração no Campo do Tojal.

O problema é que, até ao momento, a U. Leiria ainda não pagou a relva que foi instalada no Campo da Portela. Dos 130 mil euros pagou apenas 39 mil, o que já levou a uma tentativa da parte da empresa fornecedora de recuperar a relva, através de meios judiciais. O clube comprometeu-se a pagar até ao final do corrente mês de abril.

Perante esta situação é legítimo questionar se a U. Leiria estará em condições de honrar os seus compromissos, não só o pagamento do primeiro relvado mas sobretudo o segundo, numa altura em que está iminente a descida de divisão do clube, o que por si só poderá significar o princípio do fim da instituição.

O presidente do GD “Os Vidreiros” não vê razões para alarme e garante que vai iniciar os trabalhos de preparação para receber a relva até ao final do mês de agosto. Vítor João Agostinho vai criar uma comissão de obras que terá como missão acompanhar os trabalhos de preparação da instalação do relvado, bem como o período que se segue. É que antes e depois da colocação da relva “há várias intervenções que são necessárias”.

O líder do clube de Picassinos mostra-se “tranquilo” e garante que, até ao momento, ninguém lhe comunicou para abortar o processo de instalação do sintético, apesar das notícias que dão conta das dificuldades da União de Leiria Futebol SAD.

Novo treinador

As dúvidas relativamente à instalação de um novo sintético surgem numa altura em que “Os Vidreiros” prescindiram dos serviços do seu treinador, Miguel Carapinha. O técnico saiu após os resultados negativos que o clube foi acumulando, que desde cedo o afastaram da luta pela subida de divisão.

João Paulo assumiu o comando técnico até ao final da temporada, não se sabendo, para já, se vai continuar no cargo da próxima época. “Esse não é um assunto que esteja em cima da mesa, mais tarde decidiremos quem comandará a nossa equipa”, afirmou Vítor João Agostinho.

 

Cidadão Repórter

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